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  “Nas parcerias da vida cada um com o seu pedaço torna possível o caminho de que era só um sonho”

 

                                                                                              - Célia Lock -

 

 

Triénio 2004/2007

 

 

Índice

 

I – Reflexão

II – Princípios e finalidades do Projecto Educativo

III – Caracterização das instituições

                        3.1. Localização

                        3.2. Famílias/alunos; Recursos humanos; Recursos materiais

                                   Jardim-de-infância

                                   EB 1

                                   EB 2

                                   EB 2,3 Professor João Fernandes Pratas

IV – Descrição do projecto

                        4.1. Objectivos

                                   Específicos

                                   Gerais

                        4.2. Estratégias

                        4.3. Actividades

V – Avaliação

VI - Conclusões

 

I – Reflexão

 

            A qualidade da educação exige que cada escola, cada centro educativo, elabore e realize um projecto educativo que dê identidade pedagógica à escola e coerência à acção conjunta e individual dos professores e de outros elementos da comunidade educativa.

            O Projecto Educativo do agrupamento de Escolas (P.E.A.E) é, pois. Um documento de planificação estratégica de longo prazo, abrangendo um período de três anos. Nessa conjectura, distingue-se dos documentos de planificação operatória que estão destinados a concretizá-lo relativamente a períodos de tempo mais curtos, designadamente, o plano anual de Escola, o Regulamento Interno da Escola, os Projectos Curriculares de Escola e de Turma e Áreas de Projecto, os projectos de Ocupação de Tempos Livres e Complementos Educativos.

            O P.E.A.E. é, em suma, um instrumento com projecção de futuro, pensado e elaborado pela comunidade educativa a partir da análise da própria realidade, que actua de modo coerente sobre a prática docente com a intenção de melhorá-la, dotando as escolas da eficácia necessária para alcançar os objectivos delineados.

 

            Nas últimas duas décadas, a sociedade portuguesa passou por um conjunto de transformações tiveram inevitavelmente repercussões na vida das famílias e no funcionamento da proporia escola.

            A crescente urbanização originou mudanças das tradicionais redes de sociabilização das crianças. Os pais, ambos a desempenharem trabalho assalariado, estão ausentes a maior parte do dia. Também a crescente valorização profissional da mulher alterou significativamente o papel tradicional das mães. De referir ainda o crescente número de divórcios e o consequente aumento das famílias mono parentais, que tiveram consequências na maneira como são entendidas as respectivas necessidades de pais e filhos.

            Os factores acima referidos contribuíram para uma menor disponibilidade dos pais para acompanharem os seus filho. Neste contexto, novos desafios se colocam aos professores/educadores e à escola/jardim-de-infância. O estabelecimento de uma estreita relação entre dois espaços privilegiados de educação e socialização das crianças é fundamental.

            Devemos, no entanto ter sempre presente que a família é a primeira instância educativa. É no ambiente familiar que a criança desperta para a vida, interioriza valões, atitudes e papéis. À escola/jardim de infância compete um papel complementar ao da acção familiar.

            Perante o cenário até aqui traçado, sentimos, enquanto Educadores, Pais e Cidadãos a necessidade de direccionarmos a nossa prática no sentido da aprendizagem, de elemento afectivos, nomeadamente a aceitação dos outros, a tolerância, a responsabilidade e a solidariedade.

 

           

II - Princípios e finalidades do Projecto Educativo

 

Da reflexão conjunta entre funcionários docentes e não docentes e encarregados de educação, foram identificadas as necessidades e expectativas dos alunos e famílias que assentam fundamentalmente na vivência de valores.

Deste modo o Agrupamento de Escolas de Samora Correia pretende com este documento estabelecer um quadro de referência que permita, com a mobilização e participação empenhada de todos, a realização deste plano acção, a par do desenvolvimento das competências de:

·         Cidadania

·         Autonomia

·         Relacionamento interpessoal

·         Criatividade

·         Ligação do Saber ao Saber Ser e Saber Fazer

Assim sendo e tendo em atenção o quadro legal em vigor, o nosso Agrupamento de Escolas pretende:

             - Desenvolver atitudes de auto-estima, respeito mútuo e regras de convivência;

             - Preparar os discentes para a cidadania através da justiça. Tolerância, organização, autonomia e civismo;

            - Criar condições que favoreçam a integração e o desenvolvimento global e harmonioso da personalidade, na  dupla dimensão individual e social, de acordo com princípios de liberdade, responsabilidade e solidariedade;

            - Desenvolver mecanismos de comunicação Escola/Família e Escola/Meio;

            - Promover a responsabilização de todos na vida da escola;

            - Proporcionar a consolidação, aprofundamento e domínio dos diferentes saberes, instrumentos e metodologias, numa perspectiva de educação permanente, sendo capaz de inovar e aderir à utilização de pedagogias adaptadas às diferentes realidades dos discentes;

            - Atender:

o       Aos problemas da região, do país e do mundo

o       Às mudanças sócio-económicas e culturais ocorridas na sociedade contemporânea

o       À inovação cientifica e tecnológica

o       Aos gostos/interesses/expectativas dos discentes

- Promover à avaliação:

o       Contemplando igualmente os domínios dos conhecimentos, das atitudes e valores e das capacidades (convergindo no desenvolvimento da capacidade de aprender com autonomia);

o       Estimulando a auto e co-avaliação enquanto procedimentos de participação e implicação responsável dos discentes na sua própria formação, favorecendo a auto estima e encaminhando para a conquista da autonomia.

 

 

III – Caracterização das instituições

 

         Localização

 

         O Agrupamento de Escolas de Samora Correia pertence ao Centro de Área Educativa da Lezíria e Médio Tejo, com sede em Santarém, e à Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) e está localizado na freguesia de Samora Correia, no concelho de Benavente, distrito de Santarém.

            Paradigma dos novos tempos, Samora Correia concilia entre si o tradicional e o moderno, o rural e o urbano, mantendo os seus pergaminhos e alguns dos seus costumes, mas sofrendo enormes mudanças estruturais. Possui hoje em dia a configuração de uma pequena cidade em área metropolitana, pois apresenta um crescente desenvolvimento urbano, embora coexistam pequenas zonas de exploração agrícola.

            Nas últimas décadas, tudo se modificou abruptamente: tem vindo a verificar-se uma maximização das habitações, intensificação do trânsito, reestruturação do tecido económico, diversificação de actividades, afirmação e desenvolvimento de iniciativas.

 

            A freguesia de Samora Correia abrange uma área de 322,4 6 , correspondente a 61% da área concelhia (Benavente) que é e 528,5 5 e a sua população é hoje de 22000 habitantes aproximadamente. De facto, excedendo as expectativas mais optimistas no que concerne a projecções demográficas, apresenta uma enorme taxa de crescimento populacional. Só que o implícito desenvolvimento económico, provocado por esta crescente expansão física, é confrontado com focos de pobreza, não apresentando a comunidade um proporcional desenvolvimento cultural nem a implementação das equivalentes infra-estruturas sociais. É patente, por exemplo, a falta de creches/jardins de infância, lares de idosos, espaços de lazer, tendo em atenção a procura e o número estimado de habitantes. É que os novos habitantes, na grande maioria dos casos, estão completamente desenraizados, sendo a proliferação dos bairros – dormitórios uma realidade, o que origina um desconhecimento e até uma ignorância deliberada dos hábitos e costumes deste terra. Se, por um lado, Samora Correia beneficiou em termos de crescimento, por outro lado, este crescimento não foi acompanhado do necessário desenvolvimento.

            Assim, Sá a nossa freguesia reúne metade da população do concelho, uma população tendencialmente jovem, onde mais de um terço apresenta menos de 30 anos, apesar de não serem muitos os que têm uma escolaridade correspondente ou superior à escolaridade obrigatória actual. Logo, existe um desfasamento, em termos de expectativas, entre o peso das idades e os baixos níveis de escolaridade, para além de haver uma taxa de analfabetismo elevada.

            A população activa da freguesia insere-se, maioritariamente, no sector terciário da actividade económica, tendo havido um decréscimo do sector primário e secundário. A esta transferência de sectores da população activa não é alheia uma certa instabilidade a nível laboral ou do mercado de trabalho que se faz sentir, nomeadamente devido ao encerramento de empresas ou, noutros casos, a uma redução de postos de trabalho devido à crescente mecanização ou robotização das tarefas a desempenhar. Um sector de actividade também aqui em fraca ascensão, seguindo a actual tendência mais geral da economia, é o mercado imobiliário. Porém, nem por isso o índice de desemprego ou a dificuldade de inserção no mercado de trabalho, sobretudo a nível das camadas mais jovens, deixou de recrudescer. Não surpreenderá, consequentemente, que problemas como consumo de estupefacientes, as dificuldades económicas elevadas, a violência mais ou menos latente, as famílias desestruturadas, as situações familiares disfuncionais tenham um peso considerável na caracterização geral da comunidade circundante.

 

 

            Jardim de Infância

                   O Jardim-de-Infância abriu em 1985 só com 2 salas a funcionar. Posteriormente foi alargada a sua acção, até às actuais 6 salas.

 

  • Família / alunos

O Jardim tem um total de 140 alunos, distribuídos por 4 turmas de 25 e 2 turmas de 20 alunos. A idade dos alunos é a seguinte:

2 alunos de 3anos;

41 alunos de 4 anos;

85 alunos de 5 anos;

12 alunos de 6 anos.

A maioria das crianças que frequentam o jardim vive com os pais, no entanto, também se assiste ao fenómeno crescente de famílias monoparentais,.

A mãe é a figura mais presente no meio familiar do aluno, como acompanhante nas actividades escolares e como Encarregada de Educação.

 

  • Recursos humanos

 

DOCENTES

No ano lectivo 2004/2005, o corpo docente é constituído por 7 educadoras de infância, todas pertencentes ao quadro de escola. Uma das educadoras, com especialização, exerce funções de apoio educativo a crianças com necessidades educativas especiais.

 

FUNCIONÁRIOS

O Jardim-de-infância tem o total de 11 funcionários:

- 2 Auxiliares de Acção Educativa do Ministério da Educação;

- 9 Auxiliares são contratadas pela Câmara de Benavente e  destas, 2 são Ajudantes de Cozinha e responsáveis pelo refeitório incluindo a sua limpeza.

 

 

 

 

  • Recursos materiais

O Jardim de Infância possui no total 6 salas polivalentes, das quais uma serve de refeitório.

 

 

EB Nº 1

A escola abriu em 1958/59. Possui actualmente um total de 6 salas, 2 alpendres, casas de banho, um anexo que serve como refeitório e um espaço envolvente. Famílias/alunos

A escola tem um total de 189 alunos, sendo 49,3% do sexo masculino e 50,7% do sexo feminino, com idades entre os 5 e os 12 anos, distribuídos por 9 turmas do 1º ao 4º ano de escolaridade, sendo:

44    discentes do 1º ano

49 discentes do 2º ano

52 discentes do 3º ano

44 discentes do 4º ano

 

A esmagadora maioria vive com os pais, no entanto também se assiste ao fenómeno crescente de famílias monoparentais, em que alguns vive só com a mãe e uma percentagem muito reduzida vive com o pai. Sendo que também existem alguns que vive com avós ou outros. Assim sendo, a mãe é a figura mais presente no meio familiar do aluno e também na escola, como encarregada de educação.

A maioria dos Encarregados de Educação situa-se na faixa etária dos 30 aos 40 anos. O seu nível de escolaridade é muito variável, mas a média fica-se pelo sexto ano, notando-se no entanto um número significativo de mães com o nono e o décimo segundo.

 

  • Recursos humanos

DOCENTES

No ano lectivo 2004/2005, o corpo de docentes é constituído por  12 professores, dos quais 9 são titulares de turma, 2 são professores de apoio a tempo inteiro e 1 a tempo parcial. Neste corpo docente há 3 professores do quadro de escola, 7 do quadro de zona pedagógica e 2 são contratados.

Os cargos distribuídos pelos professores são os seguintes:

- Seguro escolar

- Acção Social Escolar

- Material Didáctico

- Biblioteca Escolar

- Material Desportivo

- Material Áudio Visual

- Refeitório

- Leite Escolar

- ADSE

 

DISCENTES

Beneficiam da Acção Social Escolar 55 alunos, sendo 46 alunos do escalão A e 9 alunos do escalão B.

 

FUNCIONÁRIOS

A Escola nº1 tem o total de 4 funcionários:

- 2 Auxiliares de Acção Educativa efectivas do quadro da escola;

- 1 Auxiliares deslocada da Escola 2,3 e responsável pelo refeitório incluindo a sua limpeza.

- 1 contratada pela Câmara Municipal

 

  • Recursos materiais

A escola possui no total 6 salas, sendo 5 destinadas a salas de aula, que funcionam em regime duplo e a outra serve como espaço de recursos polivalente, para:

- Biblioteca

- Acesso à Internet

- Audiovisuais

- Material didático

- Actividades extra curriculares

Num anexo funciona um refeitório, que diariamente serve .refeições.

Não possui espaço adequado para Educação Física.

 

EB Nº2

A Escola tem 8 salas de aula, um espaço polivalente interior e um amplo espaço envolvente.

 

  • Famílias/alunos

A escola tem um total de 328 alunos, distribuídos por 15 turmas do 1º ao 4º ano:

61   discentes do 1º ano

104 discentes do 2º ano

85 discentes do 3º ano

78 discentes do 4º ano

 

A maioria dos alunos vive com os pais, no entanto verifica-se um número cada vez maior de famílias monoparentais,  e também alguns  problemas de integração social  e desestruturação familiar.

A maioria dos Encarregados de Educação situa-se na faixa etária dos 30 aos 40 anos. Tem um baixo nível de escolaridade, a maioria possui o quarto ano de escolaridade ou o 2º ciclo incompleto.

 

  • Recursos humanos

 

DOCENTES

No ano lectivo 2004/2005, o corpo de docentes é constituído por 18 professores, dos quais 15 são titulares de turma, 2 são professores de apoio a tempo inteiro às NEE e 1 de apoio sócio - educativo. Neste corpo docente há 5 professores do quadro de escola, 9 do quadro de zona pedagógica e 4 são contratados.

 Os cargos distribuídos pelos professores são os seguintes:

- Seguro escolar

- Acção Social Escolar

- Material Didáctico.

- Biblioteca Escolar

- Material Desportivo

- Material Áudio Visual

- Refeitório

- Leite Escolar

- ADSE

 

DISCENTES

Beneficiam da Acção Social Escolar 116 alunos, sendo 99 alunos do escalão A e 17 alunos do escalão B.


FUNCIONÁRIOS

A Escola nº2 dispõe de 7 funcionários:

- 6 Auxiliares de Acção Educativa do Ministério da Educação;

- 1 Auxiliares são contratadas pela Câmara de Benavente.

 

  • Recursos materiais

A escola possui no total 8 salas destinadas a salas de aula, que funcionam em regime duplo e outros espaço como:

- Biblioteca

- Sala de apoio às NEE

- Sala de Professores

- Sala de recursos e reprografia

- Polivalente/ sala de Educação Física

- Bufete

 

EB 2,3 Professor João Fernandes Pratas

 

A escola abriu em 1989, tendo posteriormente alargado a sua acção até ao 10º ano de escolaridade (ano lectivo 2000/2001). O número de alunos da escola sofreu alteração no sentido descendente aquando a abertura da Escola EB2,3 do Porto Alto.

No ano lectivo 2002/2003 a Escola deixou de ter Ensino Secundário, pois não havia número de alunos suficientes para manter em funcionamento este grau de ensino.

·         Famílias/alunos

A escola tem um total de ………alunos no presente ano lectivo:

            - Do Ensino diurno, distribuído por ………. Turmas :

                        ……….discentes do 5º ano

                        ………discentes do 6º ano

                        ……….discentes do 7º ano

                        ……….discentes do 8º ano

                        ……….discentes do 9º ano

            - Do ensino nocturno temos uma turma com ……….alunos do ERUC.

Na sua maioria, a idade dos alunos desta escola situa-se entre os 11 e os 15 anos de idade.

 

Uma esmagadora percentagem vive com os pais, no entanto também se verifica uma forte existência de famílias monoparentais onde a mãe é o elemento mais presente no meio familiar do aluno e também na escola, como encarregada de educação. Existem também vários alunos a viverem com avós ou outros elementos da família.

Quando chamados a emitir uma opinião sobre os seus interesses na escola, estes dividem-se entre: praticar desporto, aprender, fazer amigos e prosseguir estudos.

A taxa de transição dos alunos é um dos indicadores da eficácia das escolas e do sucesso escolar. Contudo, a qualidade do sucesso não é proporcional à quantidade da taxa de progressão. De facto, constata-se que, no primeiro período, um número significativo de alunos obtém um nível dois. No segundo período, a variação desse número não se mostra muito significativa. Porém, no terceiro período, o número de alunos que evolui para o nível três contrasta com os níveis dos períodos anteriores. Observe-se ainda que a maioria dos alunos transita de ano sem aproveitamento a disciplinas como Língua Portuguesa, Matemática ou Língua Estrangeira. Tal facto é revelador de que se aos alunos é reconhecido um certo esforço na superação das suas dificuldades, também a qualidade dos resultados alcançados nos diversos processos ensino/aprendizagem, está longe de ser ideal.

Os Encarregados de Educação têm uma média de idades de 40 anos. O nível de escolaridade dos pais não se mostrou muito elevado, rondando o nono ano de escolaridade. Como se sabe, o facto de o nível de escolaridade não ser muito alto pode constituir, de certa forma um dos factores que influenciam os horizontes de expectativas doas alunos, pelos estímulos intelectuais e culturais que incute. Face a esta panorâmica, não é difícil de compreender a falta de aspirações académicas sentidas por grande número dos nossos alunos.

·         Recursos humanos

DOCENTES

No ano  lectivo 2004/2005 o corpo docente é constituído por 72 professores, sendo a Comissão Executiva Instaladora constituída por quatro elementos. Os professores estão representados no Conselho Pedagógico por 8 elementos que correspondem aos Departamento Curriculares. A saber:

- Departamento de língua Portuguesa, educação Moral Religiosa e Católica e outras confissões;

- Departamento de Língua Francesa;

- Departamento de Língua Inglesa;

- Departamento de Matemática (onde integrou a nova área curricular disciplinar TIC);

- Departamento de Ciências Experimentais;

- Departamento de ciências Sociais e Humanas;

- Departamento de Artes;

- Departamento de Educação Física.

Além destes ainda fazem parte deste órgão três coordenadores de Ciclo, coordenador do Conselho de Docentes e coordenador do Conselho de Docentes do Jardim-de-infância; dos Projectos de Desenvolvimento Educativo, dos Serviços Especializados de Apoio Educativo, dos Pais e Encarregados de Educação e representante do Pessoal não Docente.

Os Directores de Turma são coordenados por dois professores eleitos, um para o segundo ciclo e outro para o terceiro ciclo. Quatro professores são Directores de Instalações, tendo a seu cargo os espaços e materiais de:

            - Departamento de Artes – 2 horas

            - Departamento de Educação Física – 1 hora

            - Departamento de Ciências Experimentais

                                   - Físico-química – 2 horas

                                   - Ciências da Natureza – 2 horas

Vários professores asseguram o funcionamento das Actividades de Complemento Curricular e de Ocupação de Tempos Livres, dinamizando os seguintes espaços :

            - Biblioteca

            - Sala de Estudo

 

O corpo docente é maioritariamente jovem, tendo um nível etário médio de 36 anos. Relativamente à habilitação para a docência 8% dos docentes são licenciados, 6% tem o mestrado e os restantes bacharelato. 48% dos docentes são do Quadro de Nomeação Definitiva, 7% do Quadro de Zona Pedagógica e os restantes são docentes contratados. 92% dos docentes são profissionalizados. A experiência profissional dos docentes, em termos de antiguidade na carreira, é muito heterogénea, pois enquanto m36% dos professores tem entre 0 a 5 anos de tempo de serviço, 10% até 10 anos, 31% até 20 anos e 23% mais de 20 anos. É bastante importante a estabilidade do corpo docente e a sua experiência profissional no desenvolvimento de projectos educativos. Se, por um lado, temos uma maioria do corpo docente com experiência profissional, por outro lado, temos um grupo bastante instável o que compromete a continuidade dos trabalhos desenvolvidos, em cada ano lectivo.

 

DISCENTES

 Para além do que já foi dito no ponto família/alunos há ainda a salientar que beneficiam do apoio da Acção Social Escolar 148 Alunos, destes 114 beneficiam do escalão A e 34 do escalão B, levando-nos a concluir que se trata de uma área geográfica economicamente heterogenia, embora de cariz atenuadamente deficitário.

A participação dos pais na vida escolar é essencialmente fraca. Esta resume-se a uma presença no termo dos períodos lectivos a fim de tomarem conhecimento da avaliação dos seus educandos, passando para segundo plano o acompanhamento de todo o processo ensino/aprendizagem. Seria pois desejável que, num futuro próximo, os encarregados de educação se envolvessem mais activamente no percurso escolar dos seus educandos e estabelecessem um diálogo mais frequente e regular com a escola, com vista à resolução de diversos problemas, sentidos na comunidade educativa, como sejam a indisciplina, a violência, o funcionamento da escola, a higiene e a limpeza, tendo como último objectivo o sucesso escolar dos seus educandos.

FUNCIONÁRIOS

A escola tem um total de 39 funcionários:

            - 10 Funcionários administrativos;

            - 21 Auxiliares de Acção Educativa;

            - 6 Ajudantes de cozinha;

            - 2 Guardas-nocturnos.

Os funcionários têm uma média de idades de 42 anos. Relativamente às habilitações académicas 48% têm o 9º ano e 10% o 12º ano ficando-se os restantes pelo 4º ano de escolaridade. No que se refere à situação profissional, uma grande percentagem são do quadro, o que torna este grupo relativamente estável, apesar de, em número, ficar aquém das necessidades.

 

 

·         Recursos materiais

 

A escola possui no total 31 salas de aula, das quais 8 são salas específicas, funcionalmente distribuídas do seguinte modo:

v    1 laboratório de Ciências Físico-Químicas

v     1 laboratório de Ciências da Natureza

v     2 salas de Educação Visual e Tecnológica

v     1 sala de Educação Visual

v     1 sala de Educação Tecnológica

v     1 sala de Educação Musical

v     1 sala de TIC

Para além destas existem:

v     1 biblioteca informatizada, cassetes áudio e vídeo, colecções de diapositivos , CD Roms e três computadores, estando dois ligados à Internet, da qual faz parte integrante uma sala de audiovisuais (documentação + visionamento)

v     1 sala de estudo equipada com computadores

v     1 sala de trabalho para professores também equipada com computadores

v     1 câmara escura

v     1 sala de professores

v     2 gabinetes de gestão

v     1 sala de directores de turma/atendimento aos Encarregados de Educação

v     1 sala para funcionários auxiliares de acção educativa

v     1 sala para funcionários da cozinha

v     1 sala de convívio para os alunos

v     1 sala para os serviços especializados de apoio educativo

Existe ainda:

v     refeitório

v     bufete

v     papelaria

v     reprografia

v     serviço de acção social escolar

v     secretaria

v     portaria

v     PBX

v     arrecadações de material didáctico e outro (mapas, globos terrestres, sólidos geométricos, retroprojectores, écrans de projecção, projectores de slides, episcópios, gravadores áudio e vídeo, etc)

v     instalações sanitárias para professores, alunos e funcionários.

 

Este estabelecimento de ensino possui um campo desportivo para actividades ao ar livre, no entanto a maior parte das actividades inerentes às aulas de Educação Física são realizadas fora do perímetro da escola, respectivamente no pavilhão gimnodesportivo ou na piscina. Est6as instalações são propriedade da amara Municipal de Benavente com a qual a escola matem um acordo para a sua utilização.

IV – Descrição do projecto

 

          Objectivos

                        Específicos

§         Promover a cooperação, a partilha, o respeito, a responsabilidade e a solidariedade, como valores fundamentais à vida em sociedade;

§         Ajudar a estabelecer relações e interacções com os outros com vista à construção de referências que permitam compreender os seus direitos e deveres;

§         Promover a autonomia ajudando a saber escolher, preferir, tomar e fundamentar as suas decisões e ser responsável por determinas tarefas.

 

Gerais

§      Fomentar atitudes de tolerância, solidariedade, liberdade e respeito mútuo;

§      Incrementar regras de convivência para combater a violência;

§      Promover uma articulação dos saberes que se traduzam no “aprender a ser” nos seus aspectos cognitivos e afectivos;

§      Promover actividades que permitam à comunidade escolar desenvolver atitudes e valores conducentes à sua formação integral;

§      Incentivar o espírito de partilha;

§      Desenvolver nos alunos capacidades de formulação de juízos para tomarem decisões e avaliarem as consequências dos seus actos,

§      Sensibilizar para a educação cívica nas suas diversas vertentes;

§      Estimular a participação da família no processo ensino/aprendizagem;

§      Promover actividades de complemento curricular e de apoio individualizado para alunos com dificuldades específicas de aprendizagem;

§      Fomentar a criação de hábitos e métodos de trabalho;

§      Promover e apoiar projectos que visem o sucesso educativo e/ou as relações humanas nas escolas do Agrupamento.

 

            Estratégias

As estratégias de desenvolvimento a seguir enunciadas dizem respeito à operacionalização dos objectivos descritos no ponto anterior (a levar a efeito do Plano Anual de Agrupamento):

o       Envolver os alunos na construção das regras de funcionamento da sala de aula e de toda a escola, dinamizando regularmente conversas e registos sobre as mesmas, reformulando-as sempre que necessário;

o       Promover troca de saberes, experiências e trabalhos, através de exposições, dramatizações e convívio de forma a proporcionar uma organização social participada por todos;

o       Ter atitudes pedagógicas diferenciadas na sala, respeitando cada discente como um ser único;

o       Proporcionar momentos de partilha, informação, formação, análise e reflexão  para o pessoal docente e não docente;

o       Desenvolver actividades no âmbito curricular que incentivem a investigação, o desejo de aprender, articulando com os diferentes recursos, quer de instituição, quer da comunidade;

o       Promover a participação dos pais na vida da escola;

o       Promover o intercâmbio com outras escolas.

 

 

            Actividades

 

  • Divulgação dos Regulamentos internos por entre os componentes da comunidade escolar.
  • Sensibilização dos alunos para a adopção de comportamentos adequados aos espaços numa actuação correcta entre Professor. Educador, Director de Turma, Conselho de Turma, departamentos Curriculares, Encarregados de Educação e Auxiliares de Acção Educativa.
  • Definição de actividades especificas para a ocupação dos tempos livres dos alunos.
  • Reorganização e embelezamento dos espaços os interiores da escola, nomeadamente a biblioteca escolar, a sala do aluno, a sala de estudo e o refeitório.
  • Ocupação lúdica dos discentes nos seus tempos livres.
  • Acções de formação pedagógica para os Auxiliares de Acção Educativa.
  • Promoções de actividades que estimulem o inter-relacionamento ente todos os membros da comunidade educativa.
  • Actuações que promovam o desenvolvimento pessoal e social dos discentes, quer dentro quer fora da sala de aula.
  • Promoção da educação para a cidadania e para o ambiente.
  • Promoção da saúde sexual.
  • Integração no horário dos docentes de horas para projectos devida e antecipadamente programas e que venham ao encontro da solução dos problemas diagnosticados.
  • Uniformização de regras de actuação dos professores na sala de aula como resultado de decisões tomadas nas reuniões de Conselho de Turma.
  • Definição de linhas de orientação comuns aos Directores de Turma, no âmbito da Área Curricular não Disciplinar de Formação Cívica.
  •  Organização de salas de estudo, dinamizadas por professores de diversas áreas disciplinares/curriculares para acolhimento de alunos mais indisciplinados.
  • Sensibilização dos membros da comunidade escolar para a adopção de atitudes de solidariedade, cooperação e respeito mútuo.
  • Criação de espaços de reflexão que apontem soluções para a indisciplina, violência e falta de civismo, preferencialmente dinamizadas por Directores de Turma, Professores e Educadores.
  • Responsabilização dos alunos pela manutenção da disciplina na sala de aula.
  • Atribuição de salas específicas para cada turma, sempre que possível.

 

V – Avaliação

 

         A actividade reguladora da avaliação é decisiva e impérios em qualquer projecto. No caso do Projecto Educativo do Agrupamento de Escolas, ele testará, de forma continuada, a eficácia, a harmonia interna e a pertinência efectiva do projecto em relação ao contexto em que está inserido.

É possível, no entanto, considerar três tipos de avaliação:

3     A avaliação da situação inicial, centrada, portanto, na definição do projecto, passando pela recolha de elementos significativos entre o corpo docente, discente, funcionários e comunidade, e servindo ainda a hierarquização de objectivos e necessidades, a sua sequencialidade e a inventariação de recursos;

2     A avaliação com incidência no processo ou no andamento do projecto, centrada na monitorização da implementação do projecto, em que a primeira deve tomar as respostas, quer dos alvos, quer dos interventores. Pensamos que esta avaliação poderá ser feita através de entrevistas, da análise de documentos e registos produzidos (actas de reuniões, relatos de experiências, relatórios de projectos, pautas, relatórios de A.P.A, etc.). O objectivo aqui será recolher informação sobre o andamento e faseamento das actividades, os aspectos da coordenação e execução das actividades, e a forma como está a ser feita a gestão orçamental. Dos resultados desta avaliação podem surgir várias mudanças no projecto, no planeamento e nas condições da sua concretização (em termos dos objectivos, alvos, actividades, estratégias e recursos);

1     A avaliação no final do programa centrada nos produtos das acções inerentes ao projecto, procurando estimar a sua credibilidade, a significância dos seus resultados, a generalização dos resultados obtidos, a relação entre os custos e os resultados. Para tal interessa consultar os registos, as notas escolares dos alunos, a satisfação final dos intervenientes, os comportamentos modificados, etc.…. Por norma, esta avaliação não deve descurara os elementos de ordem quantitativa, ou seja, se nas fases anteriores poderá interessar apenas uma avaliação de ordem qualitativa (opiniões, impressões, descrições), aqui deve-se acrescentar informação numericamente tratável (notas, escores, frequências, gastos, etc. …), de modo que a informação a ser apresentada o seja de acordo com a lógica mais precisa dos números.

 

Assim, sendo a avaliação permanente, deverá permitir uma retracção no sentido de redefinir a análise da situação, reelaborar os objectivos, a acção e escolha de meios, analisar os resultados. A avaliação deverá fornecer os dados necessários para intervir no sentido de corrigir a coerência (relação entre o projecto e o problema), a eficiência (gestão e administração dos recursos e meios) e eficácia (relação entre a acção e os resultados).

 

 

 

 

VI – Conclusões

 

         À guisa de conclusão, e dado que o P.E.A.E. se realiza através das práticas diárias de todos os agentes educativos – nas salas ou fora delas - , gostaríamos de deixar expressa a esperança de que sejam reunidas as condições necessárias para o Projecto Educativo do Agrupamento de Escolas possa cumprir as suas funções:

§        Funcionar como ponto de referência para a gestão e a tomada de decisões dos órgãos de gestão do agrupamento de Escolas e dos agentes educativos;

§        Garantir a unidade de acção da escola nas suas variadas dimensões, dando-lhes um sentido global;

§        Ser o ponto de partida da contextualização curricular (no sentido da adequação do ensino as características, interesses e motivações dos alunos);

§        Servir de base à harmonização das actuações dos professores dos mesmos alunos;

§        Promover a congruência dos aspectos organizacionais a administrativos com o papel educativo da escola.

Para que tal se verifique, imperioso se toma que:

v    Se revejam todas as normas, regulamentos e rotinas do funcionamento do Agrupamento de Escolas à luz das opções expressas no P.E.A.E.;

v    Os professores, colectivamente, se coloquem perante as seguintes questões, para as quais deverão procurar uma resposta também colectiva:

o      Qual deve ser o papel do aluno no processo de ensino-aprendizagem? E qual não deve ser?

o      Qual será o papel do professor? Que comportamentos deve privilegiar? E que comportamentos deve evitar?

o      Quais os elementos basilares de uma relação professor-aluno em consonância com o P.E.A.E.? Como não devem ser as relações professor-aluno?

o       Quais as metodologias de ensino mais congruentes com o P.E.A.E.? E quais as que contrariam o espírito do P.E.A.E., por induzirem atitudes e hábitos opostos e incentivarem outros que não são o nele previstos?

o      Que contornos deve assumir a gestão da disciplina na aula, o exercício da autoridade do professor? E que contornos não deve assumir?

o      Que modelo da planificação da acção didáctica está mais de acordo com o postulado no P.E.A.E.?

o      Que práticas de avaliação permitem atingir os objectivos educacionais previstos no P.E.A.E.?

 

Por outras palavras, queremos deixar clarificado que não basta poder afirmar “ O nosso Agrupamento de Escolas tem um Projecto Educativo” se não se puder acrescentar que o mesmo está a ser levado à prática, que guia as decisões e as acções das escolas, que vai às aulas…Caso contrário, aquele não passará de um conjunto de intenções que a prática educativa diária contraria e desmente, sendo completamente inócuo em relação à melhoria da qualidade do serviço educativo que a Escola presta e não produzirá quaisquer efeitos quanto ao incremento de um maior sucesso educativo dos alunos, a razão de ser Projecto Educativo do Agrupamento de Escola.

 

 

 

Para saber SER é preciso APRENDER e só é possível se todos quisermos.

Uma SOCIEDADE mais JUSTA e SOLIDÁRIA depende desta aprendizagem.

 

 




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